sexta-feira, 15 de maio de 2015

Aniversário

Chegou mais um aniversário, o 57º! 
Como sempre, já uns dias antes, entrei na fase da nostalgia! É assim desde quase sempre!
Desde muito cedo comecei a fugir das pessoas neste dia...
Porquê? 
Tenho feito esta pergunta a mim mesma e as respostas são várias. 
Umas prendem-se com  acontecimentos do dia do meu nascimento, de que tive conhecimento, outros da minha infância, outras da minha forma de ser, que gosta de estar fora do palco, atrás das câmaras..., também porque este dia é propício a recordações e saudade de quem já partiu...
Ontem antes de adormecer, passei tudo a limpo e arrumei o caderno.
Hoje acordei e veio-me ao pensamento uma razão para me sentir bem.
- Se completo mais um aniversário, é sinal de que acordei para mais um dia e devo estar grata por isso.
- Espero que tenha pelo menos mais um ano, para Viver e apreciar cada dia e se possível cada momento.
- Que tenha sabedoria para valorizar as pequenas coisas que a Vida me oferecer e transformá-las em coisas grandes, que me façam sentir muita emoção, muita alegria, de forma a que  possa sentir-me feliz!
Animada com este pensamento, levantei-me cedo e fui caminhar pelo campo, olhando cada coisa como se fosse a primeira vez, ou até como se fosse a última. 
Com este olhar contemplativo, fui admirando toda a beleza que pairava por todo o lado. 
Como tantas vezes, senti-me abençoada, bafejada pela sorte... em estado de graça...
- Obrigada! Obrigada... 
Que mais se pode dizer, quando sentimos que temos tudo?
E olhando para o céu, "rezando" as orações que aprendi a dizer nesta fase da minha vida, ocorreu-me pedir aquilo que é realmente importante: Saúde, Paz e Sabedoria Interior. 
Isto bastar-me-á para sentir Alegria e Felicidade em muitos momentos de cada dia! 
Como sempre não esqueci aqueles que amo, aqueles por quem tenho um afecto especial e aqueles que precisam de uma bênção em particular.
Voltei para casa de alma cheia de luz e alegria, encantada por ser o que sou, porque já vai longe o tempo em que me preocupava mais em agradar a outras pessoas, do que agir de acordo com a minha essência.
Sabia que ao longo do dia, iria saborear muitos momentos de emoção, de alegria e de felicidade... Isso fez com que o meu coração se expandisse um pouco mais, um sorriso luminoso se me espelhasse no rosto e da minha boca saísse mais uma vez a frase:
- Obrigada! Obrigada por tudo o que tenho! Obrigada por tudo o que tive! Obrigada por mais um dia e quem sabe mais um ano... ou quem sabe muitos mais... Obrigada!


segunda-feira, 27 de abril de 2015

A Voz da Intuição - O nosso Sábio Interior

Há muito tempo que não passava por aqui para partilhar os meus pensamentos e as minhas reflexões! Esta ausência não significa que tenha deixado de reflectir sobre as múltiplas situações com que me deparo, com as sensações e os sentimentos que leio dentro de mim. Às vezes penso que deveria andar sempre com um gravador na mão, para aí registar tudo aquilo que verbalizo baixinho.
Tenho vários temas anotados, dos quais gostaria de deixar aqui o testemunho da forma como os leio com os olhos do coração, mas o tempo escorre-me entre os dedos e também as palavras não saem quando quero, mas quando o coração está pronto para as ditar. 
Hoje senti vontade de falar sobre a Intuição, a voz do tal Sábio Interior que vive no fundo da alma de cada um de nós.
Por vezes, enquanto medito, sem buscar nada, apenas escutando o silêncio, passam por mim imagens de situações vividas, de sensações associadas a cada uma delas, de decisões tomadas...
Revendo tudo isso, a conclusão é sempre a mesma. A minha voz interior sempre me mostrou o caminho mais fácil a seguir.
Umas vezes aceitei a sua orientação e nunca me arrependi, outras vezes inventei desculpas, sinais e justificações sem sentido para não seguir o trilho indicado.
Mais tarde acabei por concluir que tinha escolhido o pior dos caminhos e acabei sempre por ter que voltar ao ponto de partida, com feridas dolorosas ou pelo menos alguns arranhões por companhia. 
Bem cedo a minha Voz Interior se fez ouvir, quando tive que tomar as primeiras grandes decisões quanto à minha vida futura. 
Vieram quase a par, a decisão da minha vida profissional e em relação ao meu primeiro amor.
- Vais ser Feliz como professora! Luta por isso! Trabalha, dedica-te! Faz sacrifícios, renuncia a outras coisas e foca-te no teu sonho!
- Esse rapaz que nunca viste é boa pessoa. Não vês pelas palavras que te escreve? Tem uma alma linda, só pode ser um homem especial!  Vais ser Feliz a seu lado! Aceita! 
Com apenas 16 anos, acreditei naquela voz que não sabia de onde vinha e segui, lutando pela profissão que sempre sonhei e aceitando amar um homem de quem nunca tinha visto o sorriso, a cor de olhos, o riso e de quem nunca tinha sentido o toque na pele.
Apaixonei-me a primeira vez por um homem que imaginei pelas palavras que me escrevia, pelo coração que lhe adivinhava e que o meu Sábio Interior apoiava incondicionalmente.
O padrinho era o mais forte de todos e Nunca me arrependi de tal escolha, apesar de nem tudo ter sido perfeito, como aliás nada é.
Dizem que a mesma água nunca passa duas vezes debaixo da mesma ponte... Que na vida, nada se repete... Será? 
Nada acontece da mesma forma, porque tudo muda, até nós mudamos a cada dia... ou quem sabe um pouco a cada hora...
O que é certo é que, quando eu estava já preparada para seguir um caminho sempre igual, vivendo comigo mesma e dando-me aos outros em geral e aos meus em especial, algo em parte semelhante à primeira vez, voltou a acontecer...
Palavras que foram chegando... Palavras sem voz... Palavras que o coração entendeu sinceras... Sorrisos que se foram soltando... Corações que se foram abrindo, cada um libertando tristezas e dores antigas... Saudades que foram partilhadas... Experiências que foram confidenciadas... Coração que foi batendo mais forte...
De concreto, pouco mais além de uma amizade comum com alguém que  a intuição também aplaudia...
No meio de tudo isto iniciou-se uma luta tremenda entre a Mente e o tal Sábio Interior.
Vi-me dividida entre ambos. O "duelo" foi renhido.
Enquanto a Mente me tirava a coragem para seguir e me fazia crescer um medo aterrador , a Voz Interior animava-me,  incitava-me a aceitar como antes... um antes já tão distante...
Depois de algum tempo dividida ente a voz da Mente e a da Intuição, decidi, ainda que com alguma insegurança, aceitar a segunda.
Tomei esta decisão porque em Paz, consegui analisar com clareza todos os sinais, que me mostravam  aquela pessoa por dentro e era essa parte, o lado de dentro, o único que me importava. 
Acredito que fiz a melhor escolha, porque se há algo em que poderei sempre confiar, é na Voz da Intuição.
Tudo é efémero nesta vida, mas baseando-me na relação que temos vindo a construir e na essência de cada um de nós, se um dia esta relação porventura vier a transformar-se em algo diferente, haverá sempre um misto de bons sentimentos e um grande respeito entre nós.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Anjo Protector

A última coisa que esperei foi que o homem que despertou pela primeira vez em mim o verdadeiro amor, que me fez mulher e mãe, se transformasse um dia em meu Anjo Protector, em meu Amigo do Céu...
Nunca esperei, porque não me dei conta de quanto tudo é efémero nesta vida...
Hoje sei, ou melhor dizendo, acredito, que todos vimos cá com uma missão e com um tempo para a cumprir. Passado esse tempo, partimos, ou porque já a cumprimos ou porque não fomos capazes de o fazer nesse tempo que nos foi concedido...
Acredito que a sua missão estava cumprida e o seu tempo findou...
Sei que a morte física era a única forma de libertar o seu corpo do sofrimento e recordo o alívio que senti nos primeiros segundos após ter tido conhecimento da sua partida...
Hoje sei que esse alívio foi uma irrefutável prova de Amor, tal como o foi as vezes que durante o seu sofrimento eu desejei que os nossos papéis fossem trocados... Sentia que seria mais capaz de suportar o sofrimento do corpo do que aquela dor profunda de ver tanto sofrimento sem poder fazer nada...
Há 10 anos que o céu ficou mais brilhante e os meus caminhos escureceram de uma forma aterradora, mantendo-se assim durante tanto tempo...
Hoje, apesar de estar a viver uma fase feliz, o calendário e as recordações que me traz, faz com que o peito fica menor e uma sombra de tristeza desça sobre mim...
Julgo que será para sempre assim... Só posso aceitar aquilo que é e não posso mudar... Para me reconfortar e viver com alguma Paz estes dias, tenho que estar consciente de que já tudo passou, o meu Anjo Protector/ Amigo do Céu estará em Paz, num lugar lindo e bem iluminado, por onde, quero acreditar, pode espreitar aqueles que sempre amou e que nunca quererá ver tristes...
Acreditando nisto, olho para cima e sorrio-lhe falando-lhe com o alma: Agora está tudo bem! Continua em Paz, meu Anjo Protector... Meu Amigo do Céu... Uma parte de ti nunca morrerá...




terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Reflexão de final de ano

Mais um ano que está a terminar! Mais 365 que se escoaram do tempo que tenho para estar aqui, deste lado da vida!
Esta é uma data que apela à reflexão, tal como o dia do meu aniversário!
Nestes dias penso mais na forma como agi e como utilizei o bem mais precioso, que dinheiro nenhum pode comprar e que também não se pode guardar para gastar mais tarde...
Há muito que estes últimos dias do ano me deixam pensativa... Há uns tempos, ficava nostálgica e meio deprimida, até com algum sentimento de culpa, por sentir que não estava a usar bem o tempo que me era concedido.
Hoje, fico tranquila, a pensar que bastam alguns acertos, porque o caminho a percorrer é este por onde caminho desde cada acordar, até cada adormecer. Caminho dia a dia, muitas vezes, hora a hora, ou momento a momento,
De longe pensar que atingi a perfeição, mas sinto que evoluí bastante.
Enquanto caminhava pelo campo, entregando-me por completo à contemplação do templo sagrado da Mãe Natureza, escapulia-me uns segundos para dentro de mim, porque era impossível não dar conta da alegria imensa que sentia... Alegria por nada... Alegria por tudo...
Caminhava e sentia as pedras debaixo dos pés, escutava os chilreios e o ruído da água dos ribeiros, sentia a aragem a acariciar-me o rosto e um leve zumbido a soprar-me aos ouvidos... e contemplava o céu, as árvores, os arbustos, os animais... e sorria... por sentir que cá dentro havia festa... Festa no Coração e na Alma...
Sei que é tempo de fazer limpeza por dentro, mas por mais que vasculhe, que mexa e remexa, não encontro nada para deitar fora.
Não há sinais de mágoa, rancor, inveja, ciúme, maldade...
Também não há ninguém que queira de cá tirar... Há aqueles que cá estão desde sempre e aqui se manterão... aqueles que foram chegando e também têm lugar cativo... aqueles que chegaram há pouco e já ganharam lugar privilegiado... aqueles que sempre me fizeram bem e jamais esquecerei e aqueles que deixei que me magoassem, mas com essas atitudes me deram grandes lições, por isso mantenho-os também por cá, para não esquecer nunca as aprendizagens feitas.
Dentro de mim sinto Paz e Amor que desejo levar aos corações onde não existam tais tesouros.
Reflexão feita!  Acho que usei bem este ano do qual me despeço com gratidão. 



quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Avó

Vou hoje partilhar convosco a mistura de sentimentos e emoções que o meu papel de avó desperta em mim.
Ultimamente tenho passado mais tempo como o meu príncipe e isso faz brotar em mim uma avalanche de emoções.
Estar ao lado daquele menino faz-me esquecer o cansaço, alguma situação que me incomode, tudo e mais alguma coisa.
Estar com ele é o maior desafio para viver plenamente o "agora", porque eu nunca sei o que vamos fazer no minuto seguinte.
Ele próprio mo faz lembrar a cada espaço de tempo que passamos juntos, quando me diz:
- Avó Isa AGORA fazer este jogo, AGORA fazer o outro, AGORA jogar à bola, AGORA correr; AGORA..., AGORA... ... ... 
Sempre AGORA!
Quando estou com ele, não há antes, nem depois, só AGORA!
Quando me escolhe para lhe fazer alguma coisa, o meu coração quase dispara no peito com tanta alegria.
Quando abre a boquinha feliz quando lhe dou a comida, quando come com autonomia embalado na minha conversa ou quando se deita e fica quietinho ouvindo as histórias que invento à pressa, sinto-me um génio da lâmpada que descobriu uma fórmula mágica... 
Desde o primeiro momento em que o toquei, em que senti o seu calorzinho doce nos meus braços que me apaixonei perdidamente por ele, mas não uma paixão cega. Foi antes um amor verdadeiro, consciente, que não prende, que liberta, que ama de longe e que sabe que ele vai crescer, a sua vidinha vai encher-se de outras gentes, outros risos, outros carinhos, outros abraços e a avó Isa, irá ocupar um lugar diferente daquele que ocupa hoje e ocupará nos tempos mais próximos.
Entendo e aceito com naturalidade, guardando a esperança de que no seu coraçãozinho haja sempre um espacinho onde se mantenham as recordações das histórias contadas e das brincadeiras com a avó Isa...

sábado, 20 de dezembro de 2014

Porque falo de mim

A primeira pessoa a incentivar-me a partilhar as minhas reflexões com outras pessoas foi o psicólogo com quem fiz psicoterapia.
Um dia falei-lhe que escrevia muito e ele pediu-me se podia partilhar com ele alguma coisa que tivesse escrito e nesse mesmo dia dei-lhe a ler um texto que levava comigo.
Noutras sessões levava quase sempre algum que achasse que retratava melhor o meu estado de espírito e o Dr. dizia-me sempre que eu tinha que partilhar de forma a ajudar outras pessoas que estivessem a passar por uma situação idêntica.
Algum tempo depois decidi criar o blog como esse propósito, o de partilhar abertamente situações que vivi, que ultrapassei, de abordar alguns assuntos que as pessoas não têm coragem de tocar, porque acham que só elas sentem e têm vergonha de se abrir sobre isso.
Nesta partilha incluí também as aprendizagens que fui fazendo nesta nova fase da vida.
Não falo de mim pelo facto de me querer expor, de desejar que me valorizem, ou que sintam piedade pelo período difícil a que sobrevivi.
Quando falo nele, e sei que falo muitas vezes, é como um sinal de esperança. Se eu consegui, qualquer outra pessoa também conseguirá.
Muita literatura me foi chegando às mãos que me fez ficar mais consciente e hoje sei que se nos focarmos em cada momento de vida, o sofrimento será com toda a certeza muito menor.
Podemos passar por situações menos fáceis, mas teremos sempre o céu para olhar, os pássaros para ouvir, a natureza para contemplar, outras pessoas para observar, música para ouvir, livros para ler e mil e uma formas de nos ocupar, não para esquecer a situação em causa, mas por sabermos que naquele momento nada podemos fazer para a resolver. Devemos reservar sempre um tempo para nós a cada dia, para não fazer nada, ficarmos simplesmente a sentir-nos por dentro, a ouvirmos a nossa intuição e a tomarmos consciência da existência da voz da mente, que muitas vezes nos martiriza.
Muitas vezes ainda entro num estado de ansiedade por uma ou outra coisa que se avizinha, mas cada vez mais cedo desperto e tomo consciência de que até ao momento em que isso irá acontecer, nada posso fazer nesse sentido, pelo que devo aproveitar o tempo a alimentar a alma com aquilo que me cerca e me faz sentir bem.
 Também já constatei que muitas das coisas com que já me amargurei, nunca sequer chegaram a acontecer. 
Se eu pudesse evitar, ninguém cometia os mesmos erros que já cometi, ninguém passava pelas dores que já passei e toda a gente descobria a fórmula mágica de evitar parte do sofrimento, porque ela é tão simples...
Basta que nos contentemos com as coisas mais simples, que aprendamos a observar e a apreciar aquilo que é realmente belo, que aprendamos a silenciar a mente e a escutar a voz da intuição e que conheçamos o verdadeiro amor, aquele que liberta, permite a tolerância, a compaixão, que não depende do retorno, porque esse retorno acaba por vir, embora possa chegar de forma diferente da que esperamos e de pessoas diferentes.
Grande parte das nossas dores advêm do nosso desejo em possuir coisas, em alcançar isto ou aquilo,  de gastarmos o precioso tempo que nos é concedido, saltitando entre o passado e o futuro e não saboreando o "agora" e principalmente por nos angustiarmos por as pessoas a quem damos amor não nos retribuírem da mesma forma...
É por julgar que poderei de alguma forma ajudar alguém, que eu continuo a falar de mim e a abrir aqui o meu coração ou talvez mais a minha alma...


sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Natal

O Natal deve ser aquilo que eu desejaria para todos os dias do ano, em todos os lugares do mundo.
Seria tempo de Paz, de Harmonia, de Amor e Alegria! 
Um tempo de reflexão e ao mesmo tempo de dádiva e partilha. Mas não partilha de grandes presentes comprados. Seria antes tempo de partilha daquilo que não se vende, ou de mimos simbólicos feitos com as mãos do coração.
Tanta coisa que se poderia oferecer... 
Com o tempo o Natal passou a ser um período de azáfama e de stress. Eu prefiro o outro, aquele em que cresci e que mesmo com pouco havia alegria e paz.
A surpresa de uns chocolatinhos no sapatinho, de umas roupinhas novas para estrear no Dia de Natal... era tão bom!
A azáfama ficava-se pela feitura de um bolinho, uns biscoitinhos ou filhós e da matança de um frango maior, ou um galo.
À noite, à lareira a minha mãezinha contava histórias, jogávamos às cartas, comíamos  os docinhos. Os meus pais bebiam um copinho de vinho doce que se comprava à medida e eu molhava o bico. 
Na manhã quase sempre acordava com o cheirinho a fatias de ovos... :) 
Se acordava mais cedo corria à cozinha a ver o sapatinho e ficava sempre feliz, por ver que o "Menino Jesus" me tinha deixado alguma coisa.
Recordo que ia sempre com medo de Ele não me deixar nada, temia o castigo por me  "portar mal"de vez em quando... Comecei a carregar culpas muito cedo... 
Depois as coisas de Natal foram crescendo... e mais tarde começaram a diminuir as pessoas desse meu Natal de infância e até do Natal já adulta...
A partir daí esta quadra começou  a deixar de ser desejada...
Este ano espero um Natal de Muita Alegria e Amor.
Estou a contar com a mesa cheia com todos aqueles que têm lugar no meu coração. Espero  juntar quatro gerações nessa minha mesa de Natal!
Alguns será a primeira vez que se sentam à minha mesa no Natal, outros a primeira vez que se juntam à mesma mesa. 
Tudo isso me deixa animada, tendo já superado a fase de stress ao pensar se serei capaz de preparar tudo a gosto de todos.
Tomei consciência do estado em que estava a entrar e transformei a preocupação em alegria e animação. Vou cozinhar para pessoas que me amam, tudo será feito com amor e certamente ficará bom... Se por acaso não ficar perfeito, sei que o amor traz tolerância e todos serão condescendentes.
O importante é que dentro de cada coração que estiver na minha mesa, haja Paz, Alegria, Esperança e Felicidade!
E se cada um desses corações estiver completo, haverá muito mais gente neste meu almoço de Natal, porque cada um guardará aqueles que não podem estar presentes, seja qual for a razão, mas que nem por isso serão esquecidos...