Marujinho
Marujinho de Palmela
viste lá o meu amor?
Vi sim, estava sentado,
à janela do vapor.
À janela do vapor,
à janela do navio.
Vi-o sim, estava sentado,
marujinho ao pé do rio.
Marujinho ao pé do rio,
marujinho à beira-mar
esta noite, toda a noite
bem-disposto a namorar. (D. Maria Inácia)
Lindo Amor
Lindo amor, havemos de ir
a ver as ondas do mar,
p´ra ver as ondas subir,
p´ra ver as ondas baixar. (D. Madalena)
As ondas do teu cabelo
Nas ondas do teu cabelo
ando eu a navegar
é p´ra que saibas amor
que há ondas sem ser no mar. (D Engrácia)
A Laranjinha
Sobe acima a laranjinha
dá mais meia volta ao par.
Ainda tu hás-de ser minha,
nunca mais te hei-de deixar.
Nunca mais te hei-de deixar
essa intenção era a minha.
Dá mais meia volta ao par,
sobe acima a laranjinha. (D. Rosa e D. Madalena)
A Laranja
Eu joguei a laranja ao ar
e a laranja subiu, subiu.
Fui falar ao meu amor
e logo a minha mãe ouviu.
Logo a minha mãe ouviu
e depois pôs-se a chorar.
Que ela chore,
que ela não chore
e a laranja vai ao ar. (D. Maria Inácia)
Mostrar mensagens com a etiqueta jogos e danças de roda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta jogos e danças de roda. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 16 de maio de 2013
segunda-feira, 13 de maio de 2013
Lembranças de cantigas, versos e danças de roda
Cantiga da laranjinha
Sobe acima a laranjinha
dá mais meia volta ao par
ainda tu hás-de ser minha,
nunca mais te hei-de deixar.
(D. Vitalina)
Cantiga da Laranja
Olha a laranja da china,
criada no arvoredo
não te ponhas à esquina
que eu passo e não tenho medo.
Que eu passo e não tenho medo,
Eu passo e medo não tenho.
Criada no arvoredo,
laranja que eu faço empenho.
(D. Ada)
Padeirinha
Bate, bate padeirinha,
bate, bate, bate bem,
As tuas cantigas,
não têm rebate.
Não têm rebate,
rebate não têm,
bate, bate, padeirinha.
Padeirinha, bate bem.
(D. Ada)
Dança de Roda
Rouba, Rouba
Rouba, rouba,
oh ruim ladrão,
rouba agora a moça,
que tens ocasião.
Rouba, rouba.
oh ruim ladrão,
quem não rouba a moça,
fica paspalhão.
Sobe acima a laranjinha
dá mais meia volta ao par
ainda tu hás-de ser minha,
nunca mais te hei-de deixar.
(D. Vitalina)
Cantiga da Laranja
Olha a laranja da china,
criada no arvoredo
não te ponhas à esquina
que eu passo e não tenho medo.
Que eu passo e não tenho medo,
Eu passo e medo não tenho.
Criada no arvoredo,
laranja que eu faço empenho.
(D. Ada)
Padeirinha
Bate, bate padeirinha,
bate, bate, bate bem,
As tuas cantigas,
não têm rebate.
Não têm rebate,
rebate não têm,
bate, bate, padeirinha.
Padeirinha, bate bem.
(D. Ada)
Dança de Roda
Rouba, Rouba
Rouba, rouba,
oh ruim ladrão,
rouba agora a moça,
que tens ocasião.
Rouba, rouba.
oh ruim ladrão,
quem não rouba a moça,
fica paspalhão.
Faziam uma roda, de rapazes e raparigas. Um rapaz ficava no meio e enquanto cantavam, ele ia tirando uma rapariga da roda e trocava de lugar com ela, iam continuando a cantar e a trocar, quando a cantiga chegasse ao fim, quem ficasse no meio, era "paspalhão".
Contam que corriam bastante, para que não ficassem "paspalhões".
Devia ser bem divertido, porque apenas por recordar, os risos foram imensos!
terça-feira, 7 de maio de 2013
Cantigas de Roda( cont.)
Maria dos Anjos
Onde vais Maria dos Anjos?
Onde vais tu a chorar?
Ai, ai, ai, vou buscar o meu marido,
ai, ai, ai, que está na venda a jogar.
Que está na venda a jogar
como uma grande bebedeira.
Ai, ai, ai, eu casei pra trabalhar
ai, ai ai, mais valia estar solteira.
Mais valia estar solteira,
lá em casa do meu pai.
Ai, ai, ai, como uma grande bebedeira,
ai, ai, ai, trabalhar é que não vai.
(D. Rosa, D. Idália e D. Engrácia)
Rosa
Oh rosa nunca consintas,
que o cravo te ponha a mão,
que uma rosa enxovalhada
já não tem aceitação.
(D. Celísia)
Centro, Centro
Vá de centro, centro, centro
vá de centro, centro, meio
agora é que eu vou andar,
com meu amor a passeio.
Com meu amor a passeio,
com meu bem a passear,
vá de centro, centro, meio,
agora é que eu vou andar.
Quando eu disser que é pedra,
tu não digas que é torrão,
um ateima, outro ateima,
dois teimosos não se dão.
(D. Engrácia e D. Idália)
Lindas canções... lindas melodias! Um dia ainda vamos fazer uma roda e criar um vídeo. Adorei!
Recolha de Cantigas de Roda
O Foguete
O foguete, o foguete vai ao ar
dá um estalo, dá um estalo todo chique
não há moças bonitas e belas
como aquelas da vila de Ourique.
Como aquelas da vila de Ourique,
como aquelas da vila de Garvão,
dá um estalo, dá um estalo todo chique
oh amor dá cá a mão.
(D. Maria Inácia)
O Balão
Eu joguei o balão ao ar,
eu joguei-o deixá-lo ir,
ajuntaram-se as moças todas
para ver o balão subir.
Para ver o balão subir,
para ver o balão baixar.
Eu joguei-o deixá-lo ir,
eu joguei o balão ao ar.
(D. Engrácia e D. Idália)
Andorinha
Andorinha, andar andou,
caiu no laço, logo lá ficou.
Dá-me um abraço, com desembaraço,
que a andorinha nova já caiu no laço.
(D. Idália e D. Joana)
Borboleta Branca
Borboleta branca que se atira ao ar
Borboleta branca que se atira ao ar
a menina.... não se quer casar
a menina... não se quer casar.
Não se quer casar, quer morrer donzela,
não se quer casar, quer morrer donzela,
quer levar pr´a cova palmito e capela,
quer levar pr´a cova palmito e capela.
Palmito e capela já não levas não,
palmito e capela já não levas não,
que este rapazinho já te deu a mão.
que este rapazinho já te deu a mão.
(D. Idália)
O Enleio
Oh enleio que te enleaste
no mais alto acipreste
Oh enleio que te enleaste
no mais alto acipreste.
Também eu me enlearia,
se o meu amor cá estivesse.
Também eu me enlearia,
se o meu amor cá estivesse.
Batam palmas, palmas, palmas,
oh amor dá cá a mão.
Batam palmas, palmas palmas,
oh amor dá cá a mão.
dá-me cá esses teus braços,
amor do meu coração.
Dá-me cá esses teus braços,
amor do meu coração.
(D. Engrácia e D. Idália)
O foguete, o foguete vai ao ar
dá um estalo, dá um estalo todo chique
não há moças bonitas e belas
como aquelas da vila de Ourique.
Como aquelas da vila de Ourique,
como aquelas da vila de Garvão,
dá um estalo, dá um estalo todo chique
oh amor dá cá a mão.
(D. Maria Inácia)
O Balão
Eu joguei o balão ao ar,
eu joguei-o deixá-lo ir,
ajuntaram-se as moças todas
para ver o balão subir.
Para ver o balão subir,
para ver o balão baixar.
Eu joguei-o deixá-lo ir,
eu joguei o balão ao ar.
(D. Engrácia e D. Idália)
Andorinha
Andorinha, andar andou,
caiu no laço, logo lá ficou.
Dá-me um abraço, com desembaraço,
que a andorinha nova já caiu no laço.
(D. Idália e D. Joana)
Borboleta Branca
Borboleta branca que se atira ao ar
Borboleta branca que se atira ao ar
a menina.... não se quer casar
a menina... não se quer casar.
Não se quer casar, quer morrer donzela,
não se quer casar, quer morrer donzela,
quer levar pr´a cova palmito e capela,
quer levar pr´a cova palmito e capela.
Palmito e capela já não levas não,
palmito e capela já não levas não,
que este rapazinho já te deu a mão.
que este rapazinho já te deu a mão.
(D. Idália)
O Enleio
Oh enleio que te enleaste
no mais alto acipreste
Oh enleio que te enleaste
no mais alto acipreste.
Também eu me enlearia,
se o meu amor cá estivesse.
Também eu me enlearia,
se o meu amor cá estivesse.
Batam palmas, palmas, palmas,
oh amor dá cá a mão.
Batam palmas, palmas palmas,
oh amor dá cá a mão.
dá-me cá esses teus braços,
amor do meu coração.
Dá-me cá esses teus braços,
amor do meu coração.
(D. Engrácia e D. Idália)
domingo, 26 de agosto de 2012
Brincadeiras de Antigamente
Há uns anos o Arquivo Municipal de Santiago do Cacém lançou um projeto dirigido às escolas do 1ºciclo que se intitulava "O recreio no tempo dos nossos avós".
Como na altura tinha em curso o projeto de intercâmbio entre a turma e o Centro de Dia, foram as "avozinhas" que ensinaram às crianças os jogos e as brincadeiras do seu tempo de infância. Depois da recolha feita, numa tarde combinámos reviver na escola um recreio à moda antiga e convidámos as "avozinhas" a participar. Foi muito engraçado e digo-vos, não sei quem mais se divertiu, se foram as "avozinhas", se os "netinhos".
Partilho convosco o resultado deste trabalho:
Jogo do Senhor
Barqueiro
Como se jogava: Duas meninas(era mais um jogo de meninas) faziam uma ponte e combinavam cada uma o nome
de um fruto. As outras faziam uma fila e quando chegavam ao pé da ponte diziam:
senhor barqueiro deixe-me passar, tenho filhos pequeninos não os posso
sustentar.
As meninas da ponte respondiam: passarás, passarás mas alguém
deixarás, se não for a mãe da frente é o filho lá de trás.
O grupo ia passando e quando chegava ao último a ponte
fechava-se e ele ficava preso e depois escolhia um dos 2 frutos e ia para o lado correspondente. No
final, cada grupo puxava para seu lado. Ganhava o lado que tivesse mais força ou
mais meninas.
Canção de Roda –
Borboleta Branca
Borboleta
Branca que se atira ao ar
A menina ..........
(o nome da menina que ficava no centro da roda) não se quer casar
Não se quer
casar quer morrer donzela
Quer levar
p’ra cova palmito e capela
Palmito e
capela vestidinha à Conceição
Ora viva o
noivo que lhe dá a mão
Que lhe dá a
mão ele é que a ama
A menina
........ vai fazer a cama
Vai fazer a cama
faça-a bem feitinha
A menina
........ vai ser a madrinha
Vai ser a
madrinha que leva o raminho
O menino
........ vai ser o padrinho
Vai ser o
padrinho que leva a bandeira
E a menina
......... vai ser cozinheira
Vai ser
cozinheira que faz o jantar
Ora viva os
noivos que se vão casar.
No decorrer da cantiga iam escolhendo elementos da roda para os vários papéis e essas crianças iam entrando dentro da roda). No final todos batiam palmas.
No decorrer da cantiga iam escolhendo elementos da roda para os vários papéis e essas crianças iam entrando dentro da roda). No final todos batiam palmas.
Canção
de Roda – Rosa Branca
Rosa Branca ao peito a todos está
bem
À menina ............ melhor que
ninguém
Melhor que ninguém,
Está-lhe bem a toda a hora
Eu sei mas não digo quem ela
namora
Quem ela namora, quem ela namorou
Ainda ontem à noite a mão lhe
apertou
A mão lhe apertou a mão lhe
apertaria
Adeus meu amor, passa bem até um
dia.
Jogo
dos “Jangros”
Como se jogava: Era jogado com
5 pedrinhas, que se iam apanhando uma de cada vez, depois duas e assim
sucessivamente até que por fim apanhavam-se todas as pedrinhas. Depois
virava-se a mão e não se podia deixar cair nenhuma.
Jogo
da Calha ou da Macaca
Como se jogava: Desenhava-se no chão com giz ou pedra que riscasse. Faziam-se
8 quadrados no chão, numerados de 1 a 8. Tínham que lançar uma pedrinha para
cada um dos quadrados, sempre de seguida. Quando se falhava o quadrado era a
vez de outra jogadora. Quando se lançava a pedra tínham que percorrer cada um
dos quadrados ao pé-coxinho. Ganhava o jogo quem chegasse primeiro ao número 8.
Jogo da Cabra-Cega
Como se jogava: Um menino ou menina tapava os olhos e tinha que apanhar os
outros.
Subscrever:
Mensagens (Atom)