terça-feira, 16 de outubro de 2012

Iogurtes caseiros

Com a crise que estamos a viver é importante deitar mãos a tudo para pouparmos um pouco mais. 
Já aqui tinha deixado a receita dos meus iogurtes, mas ainda quero acrescentar algumas sugestões.
Receita
1l de leite
1 iogurte natural
2 colheres de leite em pó
30g a 40g de açúcar (também podem adoçar na hora de comer)
Coloco tudo na Bimby e ligo 1m, velocidade 5 (também se pode misturar com a varinha mágica).
Depois coloco nos copos e deixo ficar na iogurteira cerca de 8h. Quando arrefecerem vão para o frigorífico.
Quem tem Bimby não precisa de iogurteira. É só procurar a receita.

Na hora de comer, costumo juntar-lhes sementes de linhaça e muesli com frutos secos, mas também se pode juntar fruta fresca, bolacha ralada, bocadinhos de chocolate, cereais, compota de fruta... 

Em vez de iogurte natural, podem fazer-se com iogurtes de aromas. 
No momento da confeção, por vezes misturo logo flocos de aveia triturados ou bolacha ralada ou chocolate em pó.

Com 1l de leite obtenho 8 iogurtes. 


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Outra Segunda Feira

Comecei o meu dia de uma forma muito tranquila, a tomar o pequeno almço ao som de Strauss. Eu gosto imenso de música clássica, embora não seja muito comum. 
Após os afazeres normais de qualquer dona de casa que se preze, chegou a hora de ir até ao Centro de Dia para dar apoio a mais uma aula de ginástica. Hoje parecia que estava toda a gente "meio murchinha", mas depois animaram.
Isto agora, com uma musiquinha a acompanhar é outra coisa!
Durante a aula aconteceu um episódio engraçado. Passou pela sala uma funcionária e houve logo quem a desafiasse a fazer um dos exercícios. A rapariga acabou por aceitar, mais para lhes fazer a vontade. O interessante foi que ela teve mais dificuldade em realizar o exercício que as nossas atletas, que acharam imensa graça à situação.




Depois de um almocinho rápido fui até ao Lar de Colos.
Hoje também fizemos um tempinho de atividade física com bolas, que correu muito bem. De seguida li-lhes o conto "O Dr Grilo", no qual participaram como habitualmente. 
Propus-lhes também falarmos sobre os trabalhos de antigamente e além dos que já tinham sido recordados no Centro de Dia, referiram as carvoarias e explicaram-me como se fazia o carvão antigamente. Deixarei aqui esse testemunho oportunamente. 
A D. Preciosa falou-nos do seu trabalho de costureira de roupa de homem, mulher e criança.
 No momento de poesia a D. Idália e a D. Preciosa disseram uns versinhos que gravei e também irei publicar outro dia. 
Fui também ao 1ºandar onde contei o mesmo conto e levei o jogo dos provérbios. Descobri que um dos senhores mais limitados sabia muitos provérbios e emocionei-me ao ver a sua expressão de alegria. 
Cada vez acredito mais que aquilo que damos regressa até nós multiplicado. Então não é que "as minhas meninas" tinham duas prendinhas para mim, melhor dizendo, para uma avó babada! Pois é, com sugestão da amiga Fernanda Gamito, animadora do Lar, prepararam-me esta surpresa!



 Eu, como era de esperar, fiquei muito feliz!
O momento final é sempre das cantiguinhas e a despedida é sempre feita mais do que uma vez, porque há sempre quem diga:
- Então e não cantamos aquela... e então a outra... ah, mas ainda falta aquela..
Mas é bom, muito bom! :)

domingo, 14 de outubro de 2012

Domingo Diferente

Hoje decidi fazer um domingo diferente, pelo menos com uma manhã diferente!
O domingo é o tal dia em que me apetece ficar em casa, ficar sossegadinha no meu canto, no entanto quando chega à tarde começa a crescer-me uma melancolia muitas vezes inexplicável que me dá um nó no peito. 
Na minha fase mais difícil, quando os domingos eram um autêntico calvário, descobri uma estratégia que aliviava esse pesadelo. Guardava o máximo de tarefas para esse dia, cansando o corpo até onde desse.
Bem, mas hoje tracei outros planos!
Levantei-me cedo e fui à Feira da Horta a Milfontes onde fiz umas comprinhas frescas e saudáveis.
 A seguir a uma visita familiar fui ver o mar! Como a maré estava baixa, decidi caminhar pelo areal, desde o rio até onde o mar consentiu. Hoje não sei qual tinha maior beleza, se o rio se o mar. O rio estava lindo, espelhando o céu e tudo aquilo que o rodeava! Sereno como só ele! Quis identificar-me com a sua serenidade, mas achei que não podia estabelecer essa analogia. Havia cá dentro um "burburinho", embora sem motivo aparente. 


Depois deste agradável passeio  segui viagem e fui até ao campo. Fui ao pinhal recolher pinhas para a lareira.
Quase tanto como o mar, o campo tem também um poder enorme sobre mim, desenrolando o tal novelo que por vezes se forma no peito, desatando o nó que me aperta o coração e permitindo que o ar se torne leve e desça sem doer. 
Há quem diga que não devia ir sozinha para tais lugares e eu digo que nunca ando sozinha, estou sempre comigo mesma, com a força que existe dentro de mim e protegida pelo céu.
Respirava-se tranquilidade! Deixei-me contagiar pela melodia sublime e relaxante do chilreio dos pássaros. Que paz!
Num instantinho juntei um monte de pinhas! 


De regresso a casa ainda parei na Venda Fria e trouxe um pão bem quentinho! Pelo caminho já vinha a salivar, imaginando o paladar gostoso de uma fatia com a manteiguinha a derreter...
Esta manhã rendeu mesmo! 
Ao menos foi um domingo com uma manhã fora do comum.
Por vezes não sabemos tirar partido do que temos ao nosso alcance, daquilo que está mesmo ali, perto das nossas mãos e que é o suficiente para nos reconfortar por dentro e ainda é livre de impostos.
Que os nossos governantes não me ouçam, porque caminhar pela praia e pelo campo ainda está ao alcance da maioria. Apesar do preço dos combustíveis, julgo que fica mais barato e é sem sombra de dúvida mais  salutar do que tomar antidepressivos, ansiolíticos...


Feira da Horta - Vila Nova de Milfontes

Todos os domingos entre as 8h e as 10h realiza-se em Vila Nova de Milfontes a Feira da Horta.
Num espaço situado na segunda transversal à direita a seguir à rotunda da entrada, há um largo onde se concentram pequenos produtores a vender os seus produtos, todos fresquinhos, acabadinhos de colher.
Há uma grande oferta de produtos: grande variedade de legumes, fruta da época, mel, bolos, licores de fabrico caseiro, ovos, batatas doces assadas, galinhas e frangos vivos... 
Fui lá hoje pela primeira vez e fiquei encantada. Os preços podem não ser muito diferentes, mas a qualidade dos produtos fala por si. 
Segundo me informaram, o primeiro domingo de cada mês é o que costuma ter mais oferta. 
Será mais proveitoso ir cedo, porque mais tarde alguns produtos já se esgotaram.  Depois para rentabilizar o combustível, junta-se o útil ao agradável e pode dar-se um passeio à beira-mar que é bastante saudável. 


As minhas comprinhas: alface, coentros, corgete, batata doce e mel

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Tarde no Centro de Dia

Esta tarde estive no Centro de Dia. 
Comecei por lhes ler o conto " A Princesa e o Pobre Aldeão", ao qual estiveram muito atentas e participantes, descobrindo a sequência do enredo do conto.
Apesar de extenso, com uma ajudinha aqui , outra acolá, conseguiram recontar. 
De seguida ensinei-lhes mais uma lengalenga que repetimos algumas vezes e relembrámos outras que já tínhamos trabalhado anteriormente. 
Como tema de conversa sugeri falarmos sobre trabalhos e profissões de homens e mulheres, que já caíram em desuso. 

Trabalhos de mulheres: 
-mondar
-ceifar
-apanhar do milho
-apanhar da azeitona
-lavar roupa para fora
-apanhar tremoços, medronho...
-desmoitar ( apanhar silvas, estevas...)
- desencamisar (tirar a folha às maçarocas de milho)
- servir (criadas)
- fazer pão em casa
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Trabalhos de homens: 
- mondar
-ceifar
- manajeiro (tomar conta dos trabalhos do campo)
- feitores (tomar conta dos montes) 
-criados de servir
-apanhar  lenha 
-almocreves (carregavam os produtos em carros de besta)
-desmoitar
-fazer "moreias" ( roçavam o mato e punham em fila a secar. com espaços entre si a secar. Quando estava seco tapavam e queimavam debaixo da terra. Depois cavavam e espalhavam, para depois semearam as terras. Este trabalho era feito em zonas inclinadas) 
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Estes foram alguns trabalhos de que se lembraram

Nunca tinha ouvido falar nas "moreias" e custei a compreender, porque todas queriam explicar ao mesmo tempo e custaram a entender-se, cada uma achava que a outra não estava a explicar bem. Cheguei à conclusão que todas queriam dizer o mesmo, mas de forma diferente. 
Depois falámos mais em pormenor sobre o trabalho de "desencamisar", como se fazia, que instrumentos eram utilizados e algumas curiosidades que aqui deixarei outro dia. 
No final das atividades propus-lhes este jogo, que me lembra de jogar com a minha mãe, mas que não me recordo o nome. Umas nunca tinham jogado, outras já não se lembravam e outras tinham dificuldade em ver. 
Mas havia lá uma especialista! 
Fizemos algumas tentativas e ficou lá a lã para treinarem. Vamos ver se ganham o jeito! 





quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Viver

Viver já teve vários significados para mim!
Cada despertar de adolescente era cheio de sonhos e urgências.
Depois veio o despertar de mulher que vinha sempre embrulhado num abraço doce e carinhoso.
O despertar de mãe em que o abraço muitas vezes já tinha que ser apressado, pelos muitos afazeres que me esperavam a cada acordar e que me preenchiam os dias.
Mais tarde o despertar de mãe e filha, em que era aquele abraço primeiro que me dava a força para colocar os pés no chão e aceitar de forma impotente aquele sofrimento tão duro de presenciar. Mas nessa altura achava eu, pior despertar não viria!
Como estava enganada! A pior forma de despertar não conhecia eu! E essa chegou quando o abraço deixou de ser possível.
Viver tornou-se um tormento que iniciava a cada despertar vazio de abraços e carinhos para aplacar quando o adormecer chegava para me revitalizar a energia.
Entretanto viver foi-se tornando menos duro, depois mais suave, deixando de doer.
Hoje viver é bom, na maioria dos momentos. A cada acordar, digo bom dia ao meu amigo do céu. Depois falo comigo mesma e digo: Bom dia Luísa! Gosto muito de ti. És especial e quando não fazes tudo bem feito, é porque és humana, mas fazes o melhor que podes e sabes. A vida é maravilhosa, por isso o dia que agora começa, só te pode trazer coisas boas, porque tudo o que dás volta em maior intensidade. O teu mundo tem tudo aquilo que precisas. (Não digo isto por vaidade ou presunção, digo-o porque todos somos especiais e únicos e não nos devemos torturar quando cometemos erros, devemos sim tentar emendá-los)
Depois concentro-me no meu interior profundo e sinto uma estranha forma de alegria e felicidade, uma energia e um amor imenso. A seguir começo a visualizar as pessoas que são importantes para mim, a família, as amigas e amigos, as "minhas meninas de cabelos brancos", pessoas conhecidas que estão doentes... e ao pensar envio-lhes o meu amor e a minha energia positiva. Para as minhas velhotas envio-lhes o desejo de melhoras e também que, quando chegar o dia da grande viagem, elas não passem por sofrimento e partam em paz.
Quando termino fico tranquila, outras vezes emociono-me e choro.
Depois disto levanto-me, abro a janela e observo a natureza, com os olhos e com os ouvidos. Uns dias saio a dar o passeio matinal e noutros lanço-me na labuta normal, mas de forma serena, com alegria.
Hoje é bom viver! É bom acordar e é bom adormecer. Antes de adormecer passo o dia "a limpo" e vejo o que podia ter feito melhor, mas sem culpas e agradeço tudo o que me foi oferecido. Finalmente despeço-me de mim  e do meu amigo do céu.

"Fabricar" Adubo Natural- Compostagem

Hoje vou deixar-vos mais uma sugestão! 
Quem tem quintal pode fazer a compostagem de toda a matéria vegetal que retira da horta, do jardim e até as cascas e restos dos legumes que consome. Há no mercado recipientes próprios que não são muito caros. Basta selecionar o material, colocá-lo lá e quando o tempo estiver seco, deitar água, de modo a manter os materiais húmidos, para que  a compostagem se faça mais depressa.
Antes de ter a caixa, costumava colocar estes resíduos em sacos plásticos e fazer-lhes uns buracos. A decomposição até se fazia mais depressa, porque havia mais humidade, no entanto na caixa de compostagem entram alguns bicharocos que ajudam a transformação.
Hoje fui recolher o húmus da minha caixa e vi que não tinha selecionado bem os materiais, de modo que tive de retirar a caixa e separar as partes que não se tinham decomposto. 
Daqui para diante já sei o que hei-de colocar lá dentro. O resto deixo a secar e dá para ajudar a acender a lareira. Assim nada se perde. 
Já lá vai o tempo que eu carregava tudo para o contentor e depois comprava adubo aos sacos. Só prejuízo! 
Ora o que retirei dá para adubar os canteiros do quintal. 
Para o ano já haverá mais! 


Aproveitei logo o adubo para semear mais uma leira de alho francês e para colocar esta plantinha num vaso.